segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Corpo é encontrado durante busca por navio que sumiu em furacão

Cargueiro El Faro sumiu nas Bahamas durante o furacão Joaquin.
Equipes de resgate buscam possíveis sobreviventes.

Da Reuters
El Faro desapareceu no olho do furacão Joaquin.  (Foto: Reuters/Tote Maritime)El Faro desapareceu no olho do furacão Joaquin. (Foto: Reuters/Tote Maritime)
Um corpo foi encontrado por equipes que procuravam o navio de carga El Faro, que desapareceu nas Bahamas durante a passagem do furacão Joaquin, informou a Guarda Costeira dos Estados Unidos nesta segunda-feira.
As equipes de resgate não buscam mais pelo navio, que acredita-se ter afundado, e mudaram o foco das buscas para os eventuais sobreviventes, disse o porta-voz da Guarda Costeira Mark Fedor.
Uma bote salva-vidas do navio foi recuperado, mas sem pessoas a bordo, disse.
O navio cargueiro de 224 metros, com 28 cidadãos norte-americanos e cinco poloneses a bordo, deixou Jacksonville, na Flórida, na terça-feira, para San Juan, em Porto Rico.
Na quinta-feira, o navio relatou perda de propulsão e arranque após passar pelos ventos ferozes que o Joaquin deixou nas Bahamas, de acordo com a empresa responsável pelo El Faro, Tote Maritime Puerto Rico.
Equipes aéreas encontraram no domingo vários destroços nas proximidades da última posição conhecida do navio, incluindo madeira, cargas e outros itens.
Não houve confirmação de os destroços pertencerem ao El Faro, embora uma boia encontrada ser do navio desaparecido, informaram a Guarda Costeira e a Tote Maritime.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015


Um meteorito e muitos vulcões, combinação mortal para os dinossauros

O debate sobre a causa da extinção em massa da vida na Terra, há 66 milhões de anos, dura há décadas. Agora, novos resultados podem permitir reconciliar as duas explicações rivais.
Representação artística de um impacto na Terra capaz de causar uma extinção em massa
Don Davis/NASA
Hoje em dia, o cenário mais geralmente aceite para explicar o desaparecimento dos dinossauros, há 66 milhões de anos, é que um asteróide – ou um cometa –, embateu no nosso planeta, criando a enorme cratera de Chicxulub, no Iucatão (México) e mergulhando a Terra numa densa nuvem de poeiras – um “inverno” global que exterminou árvores, plantas, animais.
Porém, há também quem proponha um outro cenário, argumentando que terá sido a actividade vulcânica intensa, também patente naquele período, a responsável pelo cataclismo ecológico. Para os defensores desta explicação alternativa, os materiais e os gases expelidos pelos vulcões terão sido, por si só, suficientes para bloquear a luz do sol à escala planetária durante muito tempo.
O debate dura há 35 anos, mas agora, uma equipa internacional que inclui especialistas dos EUA e da Índia apresentou novos dados que sugerem que, na realidade, foi o conjunto desses dois eventos globais que esteve na origem da extinção de pelo menos 75% das espécies terrestres e marinhas que existiam na altura. Os seus resultados foram publicados esta quinta-feira na revista Science.
Os cientistas, liderados por Paul Renne, da Universidade da Califórnia (EUA), realizaram novas datações das camadas de lava solidificada de uma das maiores regiões vulcânicas do mundo: o Planalto do Decão, a leste de Bombaim, na Índia. Já se sabia que esses fluxos de lava se formaram há cerca de 66 milhões de anos, mas os novos resultados, os mais precisos de sempre segundo os autores, permitem concluir que essas estruturas se formaram, à escala geológica, quase logo a seguir ao impacto do bólide que caiu em Chicxulub.
“Com base na nossa datação das lavas, podemos afirmar com bastante certeza que o vulcanismo [se intensificou] num intervalo de 50.000 anos após o impacto”, explica Renne em comunicado da sua universidade. “Portanto, torna-se um pouco artificial separá-los enquanto mecanismos mortíferos: os dois fenómenos estiveram claramente em acção em simultâneo.” Portanto, para este especialista, “uma vez que ambos ocorreram ao mesmo tempo, vai ser essencialmente impossível atribuir os efeitos atmosféricos que se seguiram a um desses eventos isoladamente.”
Uma das hipóteses que os autores propõem consiste em dizer que o impacto provocou uma mudança no “sistema de canalização” dos vulcões do Planalto do Decão, induzindo mudanças radicais no seu padrão eruptivo. Antes do impacto, os “vulcões andavam alegremente a cuspir em contínuo, com calma e relativa lentidão”, diz Renne. Mas a seguir, esse regime mudou, passando a haver erupções mais episódicas mas cuja velocidade de ejecção mais do que duplicou. Para o cientista, isto pode ser explicado pelo surto de actividade sísmica que o impacto terá gerado em todo o planeta e que fez aumentar o tamanho das câmaras magmáticas. Daí que elas tenham passado a demorar mais a encher-se e a explodir, mas que, ao explodirem, tenham cuspido quantidades de lava muito maiores e a maior velocidade.
Uma outra peça que parece bater certo com as observações, explica ainda Renne, é que esse “vulcanismo acelerado” durou cerca de 500.000 anos – ou seja, precisamente o tempo que “a biodiversidade e a química dos oceanos demoraram a recuperar realmente” da extinção.
“Na altura da extinção [que corresponde a uma camada identificável nos sedimentos geológicos], vemos mudanças radicais naquele sistema vulcânico, tanto em termos do ritmo das erupções como da sua dimensão, do volume das ejecções e em certa medida da composição química do material expelido”, explica ainda Renne. “Os nossos dados não provam conclusivamente que foi o impacto [do meteorito] que provocou estas mudanças, mas a ligação entre os dois fenómenos parece cada vez mais clara.”
O co-autor Mark Richards, da mesma universidade – e o cientista que inicialmente propôs a ideia de o vulcanismo do Planalto do Decão ter sido “reacendido” pelo impacto de um asteróide ou cometa –, não tem elementos para afirmar qual dos dois eventos terá constituído a verdadeira sentença de morte para grande parte da vida na Terra. Mas “se as nossas datações de alta precisão continuarem a aproximar cada vez mais os três acontecimentos – o impacto, a extinção e o grande pico de vulcanismo –, as pessoas vão ter de aceitar a possibilidade de estarem ligados”, salienta. Seja como for, conclui, “o cenário que estamos a propor – que o impacto desencadeou o vulcanismo – reconcilia de facto o que até agora parecia ser uma inimaginável coincidência”.

sábado, 29 de agosto de 2015

O estado norte-americano da Flórida está em estado de emergência por causa da chegada da tempestade Erika. O furacão deve atingir nos próximos dias o sudeste dos Estados Unidos, depois de ter provocado 20 mortes numa ilha nas Caraíbas. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/mundo/florida-prepara-se-para-tempestade-que-matou-20-pessoas-nas-caraibas_v854770#sthash.fRNjBRKv.dpuf

Flórida prepara-se para tempestade que matou 20 pessoas nas Caraíbas

Flórida prepara-se para tempestade que matou 20 pessoas nas Caraíbas

O estado norte-americano da Flórida está em estado de emergência por causa da chegada da tempestade Erika. O furacão deve atingir nos próximos dias o sudeste dos Estados Unidos, depois de ter provocado 20 mortes numa ilha nas Caraíbas - See more at: http://rtp.pt/noticias/mundo/florida-prepara-se-para-tempestade-que-matou-20-pessoas-nas-caraibas_v854770#sthash.jPVmaQMz.dpuf

 

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Flórida prepara-se para tempestade que matou 20 pessoas nas Caraíbas

| Mundo

O estado norte-americano da Flórida está em estado de emergência por causa da chegada da tempestade Erika. O furacão deve atingir nos próximos dias o sudeste dos Estados Unidos, depois de ter provocado 20 mortes numa ilha nas Caraíbas.

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Flórida prepara-se para tempestade que matou 20 pessoas nas Caraíbas


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Flórida prepara-se para tempestade que matou 20 pessoas nas Caraíbas


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sexta-feira, 28 de agosto de 2015


Flórida se prepara para chegada de tempestade tropical Erika


O estado americano da Flórida se prepara para a previsível chegada na próxima segunda-feira de Erika, a quinta tempestade tropical da atual temporada de furacões no Oceano Atlântico, cuja trajetória rumo à península motivou o governador Richard Lynn Scott a decretar o estado de emergência nesta sexta-feira.
"A tempestade tropical Erika representa uma severa ameaça a todo o estado da Flórida e requer precauções antecipadas para proteger as comunidades, infraestruturas críticas e, em geral, o bem-estar do estado", disse Scott em sua ordem executiva.
No boletim mais recente, o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) informou que Erika se encontrava sobre a República Dominicana, onde ocorrem intensas chuvas e fortes ventos. Se a trajetória for mantida, a tempestade tocaria a terra pela costa oeste da Flórida na manhã de segunda-feira.
O centro meteorológico prevê que Erika não se transformará em furacão ao chegar à Flórida, como estava previsto inicialmente, quando os cálculos davam a entender que entraria pela costa leste do estado.
O governador demonstrou especial preocupação com as possíveis inundações que Erika possa gerar na baía de Tampa, no oeste, onde no início do mês foram registradas grandes inundações que obrigaram o deslocamento de cerca de 50 pessoas e deixaram estragos em imóveis e infraestruturas urbanas.
"As tempestades tropicais e os furacões produzem muita água em nosso estado e causam bastantes inundações. Essa é minha maior preocupação atualmente, as inundações", declarou Scott em entrevista à emissora "CNN".
Em meio à chegada de Erika, o governo da Flórida mantém oito mil oficiais da Guarda Nacional prontos para serem mobilizados caso seja necessário, e mantém contato permanente com a Agência Federal para o Manejo de Emergências (Fema), segundo Scott.
O governador acompanhou de perto os preparativos para a chegada de Erika à península e se reuniu nesta sexta-feira com o Centro de Operações de Emergência do condado de Miami-Dade, para depois ir à cidade de Tampa a fim de estudar medidas de prevenção na região, caracterizada por suas terras úmidas.
A Guarda Costeira emitiu um alerta a navegantes e portos pelos fortes ventos que podem chegar à costa da Flórida nas próximas 72 horas e pediu à população que se mantenha longe da água e das praias.
Segundo o boletim das 18h do NHC, Erika se encontra sobre a República Dominicana, a cerca de 155 quilômetros de Santo Domingo e a 415 quilômetros do sudeste das Bahamas. O centro meteorológico assinalou que a tempestade se desloca rumo a oeste com uma velocidade de 33 km/h e ventos máximos sustentados de 85 km/h.
Na República Dominicana e no Haiti, a expectativa é que Erika deixe mais de 200 milímetros de acúmulo de água. As autoridades mantêm um alerta de tempestade tropical para ambos os países, assim como para as ilhas Turks e Caicos, Bahamas central e o sudeste das Bahamas.
Também foi ativada uma vigilância de tempestade tropical para as províncias cubanas de Ciego de Ávila, Camaguey, Las Tunas, Holguín e Guantánamo, além disso do noroeste das Bahamas.
O NHC prevê que o ciclone gire rumo ao noroeste durante esta noite, e que nos próximos dias reduza sua intensidade até domingo, quando enfim seguir rumo à Flórida. Erika se transformaria em depressão tropical durante a tarde de terça-feira, de acordo com os cálculos.
A passagem d